sexta-feira, 1 de junho de 2012


domingo, 18 de setembro de 2011

Dionísio

Não quero dizer mais nada

Quero ouvir, eu tenho ouvidos.

Não quero encenar um texto

Quero assistir, pois tenho olhos.

Não vou compor música nova

Não tenho acordes em minhas mãos.

Não vou provar sua bebida

Quero sua língua em meu domínio.

Não vou mostrar minha aspereza

Eu me permito, eu tenho tato.

Não vou mais perder meu tempo

O tempo todo tenho relógios.

Vou aceitar minha nudez

As minhas roupas não são meu corpo.

Vou penetrar em seus sentidos

Meus sentimentos sem dimensão.

Eu me permito mais um cigarro

Mais um prosecco, mais um tropeço.





Hoje eu só pago pra ver

Eu simplesmente sou platéia.





Vivas a Dionísio

Em sua casa, meu coração.





Rafael Freitas