quinta-feira, 29 de setembro de 2011

LUA QUE ME FAZ SONHAR






Os raios de luar, deslizam cor de prata pelo céu de estrelas, iluminam meu rosto me faz sonhar.

Hoje quero que meu pensamentos derrubem barreiras, quebrem distância e se encontre aos seus onde posso me entregar aos meus mais insanos devaneios.

Hoje não quero que você seja meu tudo...quero ser tudo em você.

Sinto o perfume da rosa e não posso deixar de lembrar da primeira vez que te amei, tímida e assustada, em meio as pétalas de rosas que cobriam e perfumavam nosso ninho.

Tal como os raios de luar suas mãos deslizaram carinhosamente pelo meu corpo trêmulo e me fizeram viajar silenciosamente por um caminho nunca dantes percorrido.

Hoje só quero poder te dizer que sem você não dá para viver, e nesta nova dimensão onde você se encontra um dia vou te procurar para juntos novamente vivermos sob o luar o nosso amor de ontem que é um amor de sempre.

Seu eu ainda vive em mim.




 








sexta-feira, 23 de setembro de 2011


DIVAGAÇÕES




Olhe para mim!

Veja como gosto do teu jeito,

pegue e me leve ao sublime

limite que meu querer acende, no

calor do teu amor que eu desejo, ardente.



Quero beijar o teu rosto,

me perder no teu corpo,

percorrer os teus caminhos

nas voltas do teu destino.



Amo teu olhar distante!

hoje como todo dia

toda vida quis e não sabia

teu amor, teu calor, todos os teus dias.



Vou divagando e sonhando

na imensidão da minha alma nua

como brilha no espaço a beleza da lua

eu me perco , sem destino, sem rumo

sem poder ser tua.



MÁRCIA ROCHA

20/05/2009






 

domingo, 18 de setembro de 2011

...gostaria



de estar com você agora, segurando sua mão

e olhando esse seu sorriso efusivo.

No futuro, sei que vou reviver



o tempo que passamos juntos mil vezes.

Vou ouvir seu riso, ver seu rosto

e sentir seus braços em torno de mim.

Vou sentir falta de tudo isso,

mais do que você pode imaginar.

Quero me lembrar de você

como uma luz branca e pura

cuja comtemplação é de tirar o folêgo.


Onde quer que você esteja e não importa

o que esteja acontecendo em sua vida –

quero que você a encontre no céu noturno.

Quero que você pense em mim

e no céu que partilhamos, porque, seja onde for,

seja o q for que estiver acontecendo na minha vida,

é exatamente isso que eu vou fazer.

Eu te amo, John Tyree,

eu vou agarrar-me à promessa

que uma vez você fez a mim.

Se você voltar, vou me casar com você.

Se você quebrar a sua promessa,

vai partir o meu coração!”





terça-feira, 13 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

GUILHERME DE ALMEIDA



NÓS  I


Fico - deixas-me velho. Moça e bela,


partes. Estes gerânios encarnados,

que na janela vivem debruçados,

vão morrer debruçados na janela.



E o piano, o teu canário tagarela,

a lâmpada, o divã, os cortinados:

- "Que é feito dela?" - indagarão - coitados!

E os amigos dirão: - "Que é feito dela?"



Parte! E se, olhando atrás, da extrema curva

da estrada, vires, esbatida e turva,

tremer a alvura dos cabelos meus;



irás pensando, pelo teu caminho,

que essa pobre cabeça de velhinho

é um lenço branco que te diz adeus!



Guilherme de Almeida 
 
 


NÒS  II


Nessa tua janela, solitário,


entre as grades douradas da gaiola,

teu amigo de exílio, teu canário

canta, e eu sei que esse canto te consola.



E, lá na rua, o povo tumultuário

ouvindo o canto que daqui se evola

crê que é o nosso romance extraordinário

que naquela canção se desenrola.



Mas, cedo ou tarde, encontrarás, um dia,

calado e frio, na gaiola fria,

o teu canário que cantava tanto.



E eu chorarei. Teu pobre confidente

ensinou-me a chorar tão docemente,

que todo mundo pensará que eu canto.



Guilherme de Almeida






NÓS  III
 
Mas não passou sem nuvem de tristeza


esse amor que era toda a tua vida,

em que eu tinha a existência resumida

e a viva chama de minha alma, acesa.



Nem lemos sem vislumbre de incerteza

a página do amor, lida e relida,

mas pouquíssimas vezes entendida,

sempre cheia de engano e de surpresa,



Não. Quantas vezes ocultei a minha

dor num sorriso! Quanta vez sentiste

parar, medroso, o coração de gelo!



- É que nossa alma às vezes adivinha

que perder um amor não é tão triste

como pensar que havemos de perdê-lo.



Guilherme de Almeida
 
 



NÓS   IV


Quando as folhas caírem nos caminhos,

ao sentimentalismo do sol poente,

nós dois iremos vagarosamente,

de braços dados, como dois velhinhos,



e que dirá de nós toda essa gente,

quando passarmos mudos e juntinhos?

- "Como se amaram esses coitadinhos!

como ela vai, como ele vai contente!"



E por onde eu passar e tu passares,

hão de seguir-nos todos os olhares

e debruçar-se as flores nos barrancos...



E por nós, na tristeza do sol posto,

hão de falar as rugas do meu rosto

hão de falar os teus cabelos brancos.



Guilherme de Almeida
 
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SYMPATHIA




Sympathia - é o sentimento

Que nasce n'um só momento,

Sincero, no coração;

São dous olhares accesos

Bem juntos, unidos, presos

N'uma magica attracção.

. . . . . . . . . . . . .

Sympathia - meu anjinho,

E' o canto do passarinho,

E' o doce aroma da flôr;

São nuvens d'um céo d'agosto

E' o que m'inspira teu rosto...

- Sympathia - é - quasi amor!





CASIMIRO DE ABREU