quarta-feira, 20 de julho de 2011

A TERNURA DE CIDA LUZ




Ecos...



Foram palavras

Machucadas...

O coração ardeu diante

Da mágoa e a despejou

Na boca molhada por

Lágrimas...



E agora somente

O sussurro de um adeus

Ecoando na solidão...



(®Cida Luz)

Preserve autoria.

02/04/09















Gotas de amor...



Sinto a brisa do

Seu amor acariciando

Meus desejos...

E no coração vestido

De esperança, sentimentos

Começam a sorrir...



Na leveza da paz, tristezas vão

Se definhando, cedendo lugar

Para alegria a muito

Almejada...



Sua presença tão

Amada...



E banho-me nas gotas

Orvalhadas desse querer

Tão cúmplice nos momentos

Em que sua ausência

Machucava o olhar e

Lágrimas gritavam de

Saudade...



(®Cida Luz)

















Sou eu...



Sou eu intrigada

Com essa saudade...

Apertando sua ausência

Em um abraço vazio

Por meu corpo...



Sou eu querendo

Arrancar vestígios de uma

Paixão que insiste em

Te chamar quando

Desejos ardem por você...



Sou eu isso tudo de

Solidão,

Escondida na expectativa

De uma aparição sua,

Trazendo algo que ainda

Possa sentir por mim...



(®Cida Luz)





Da comunidade do orkut “Poesia Brasileira”









sexta-feira, 15 de julho de 2011

POETA EM HIBERNAÇÃO ( DOR NA ALMA)


Um grito sufocado na garganta.
Silêncio...
Minhas lágrimas chamam por você.

Fátima Duarte
15/07/11




sexta-feira, 8 de julho de 2011

OSWALDO ANTONIO BEGIATTO-"O POETA ENCANTO"


 

Há no Universo estrelas tolas.
Uma não suporta a luz da outra.
Elas amam a escuridão;
sabem que sem escuridãosequer vida teriam.
Não queiram me dar notoriedade.
Nasci no fundo do mar com o destino de ser ostra.
Vivo da iridescência do nácar.
Meu cenário é a escuridão,mas jamais serei estrela.
Não terei luz para iluminar tua passagem,
mas te fornecerei pérolas para que tu sejas a luz no meio da festa.




DERMO-ÓTICA



Hoje estou feliz como nunca estive antes.

Sinto minhas alamedas cheias de bonanças,

Meus canteiros revirados pelo cuidado alheio,

Meus vácuos encurtados pela presença da verdade.

                                          Sinto minhas sombras povoando os relógios de sol,

                                          Minhas distâncias sendo medidas pelos sextantes.

Apesar de tudo, de todos.

Apesar de nada, de cada.

                                                              Apesar de pouco, de louco

É que hoje você está mais radiante do que uma chuva de meteoros,

e suas mãos puderam me ler do princípio ao fim.



Oswaldo Antonio Begiato


 


TANTO, TANTO!



Gosto da poesia de versos livres.

Nela, livre, posso inventar um verso raro:

- Eu te amo Esperança -

Sem me ocupar com a métrica das minhas esperas,

Nem trabalhar as rimas que meu amor confesso não tem.

Assim posso, do mesmo modo, livre, inventar outro verso com tamanha raridade:

- Esperança, por Deus, como eu te amo!



Mas bom mesmo é poder dizer, aprisionado no meio dos versos livres,

Como, cativo, lhe digo ao pé do ouvido,

Quando enamorado eu, me faço temporais no oceano dela

E apaixonada ela, se faz turbilhões no meu ramerrão:

- Mulher, eu te amo tanto. Tanto!

(O big bang parece acontecer entre quatro paredes e dois corações.)



Oswaldo Antônio Begiato




CARINHO



Esse amor que me ata fortemente a ti

Com grilhão devínculos inoxidáveis,

Desestrutura minhas quietações

E cria em mim esta saudade que não morre

Que vai me matando aos poucos,

E se fazendo cada vez mais árdua

Diante de uma distância que se alongínqua

Quando a voz desaparece no gargalo da garganta

E as imagens se faz pálida nas reticências do olhar.

Fico impotente diante desas longitudes artificiais:

_não consigo voar com a velocidade da luz!

                                                  E assim vou vivendo uma espera doída,

                                                 A minha vida onde só sinto apartamentos.

Porque, mais do que os carinhos que certamente me farias,

                                               Sinto falta doscarinhos que preciso te fazer,

                                                         Incondicionalmente.



                                                        Oswaldo Antônio Begiato









quarta-feira, 6 de julho de 2011

TRIBUTO A MÁRIO QUINTANA

   



                                             Sonhar é acordar-se para dentro.





O relógio costura meticulosamente
quilômetros e quilômetros no silêncio noturno.




                                                 A poesia é assim, transforma a realidade
                                                    e nos faz ver tudo de uma nova forma.
                                                                Inclusive nós mesmos.




OS POEMAS

Os poemas são pássaros que chegam
Não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par demãos e partem.
E olhas então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...




E sem nenhuma lembrança das outras vezes perdidas,
atiro as rosas dos sonhos
nas tuas mãos distraídas.





                                  Meu coração bate sózinho no velho moinho da solidão.


                                                             


Às vezes nos dias calmos, apenas se notam uma leve ondulação;
são os cavalos do vento
que estão pastando.