
Enlevo (Flora Figueiredo)
Eu olho você grande e distante
e da sua grandeza me comovo
e da sua distância me revolto.
Olho de novo.
Procuro reter em minhas mãos sua figura
mas ela gesticula, oscila e cresce
e numa inconstância distraída
no instante exato
por trás da vida desaparece.
Um desacato.
Do meu desaponto eu me levanto
pra levar embora outro desencanto
mas você me divisa e então me chama.
Me aguarda, reclama e me convida
e minha vida nessa ansiedade por fim entrego.
E nesse amor feito de espuma colorida
nós flutuamos: você borbulha, eu escorrego,
ensaboados, você explode, eu me desintegro.
Florescência, Editora Nova Fronteira, 1987 - Rio de Janeiro, Brasil
Olhos brilhantes maré tardia
ResponderExcluirCabelos rebeldes em desalinho
Pés descalços no, frio barro
Um berlinde atirado ao caminho
Um bando de alegres pardais
Ou um domador de tempestades
Apenas um pássaro charlatão
Dividindo o pão em metades
Vem mergulhar nas águas do sonho de capitão do Calhau
Bom fim de semana
Mágico beijo
F@, querida amiga
ResponderExcluirPassei para lhe deixar meu abraço e desejar um lindo domingo, nesse início de primavera!
Beijos
Bom dia amiga!
ResponderExcluirTem selinho no meu blog pra vc.
beijooo.
Graças ao amor! Belo texto. Abraço
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